sábado, 27 de março de 2010

O Sindicalismo Revolucionário de Sorel

Um pouco sobre o 'mito social' e metafísica sindicalista de Georges Sorel, o padrinho do Fascismo italiano.


"A leitura de Henri Bergson o havia convencido de que a história é impulsa por movimentos espontâneos que surgem das massas. São esses movimentos que criam os novos valores morais e os que reimpulsam o processo histórico (...) O movimento sindicalista na França era para ele a manifestação autêntica do proletariado revolucionário. Aconselhava aos sindicatos separarem-se do mundo corrupto de políticos e intelectuais burgueses, para trabalharem em silêncio em criar os valores e instituições do futuro. O proletário deveria emancipar-se de todos aqueles que sofriam injustiças."

"Observava no sindicalismo, um movimento revolucionário, algo idêntico ao cristianismo primitivo. Era motivado, como todo grande movimento, 'por um mito revolucionário'. O mito havia nascido dos amores, dos medos e ódios do grupo. Seus membros viam a si próprios como um exército da verdade lutando contra um exército do mal. O mito do proletariado era o da greve geral, uma visão apocalíptica do dia em que o detestado regime burguês seria destruído. Sorel via no sindicalismo uma elite, mas apenas os trabalhadores mais militantes eram sindicalistas. A técnica do movimento era a violência, a rejeição a comprometer-se com palavras, mas com atos. Acreditava-se que os anarquistas, no movimento sindicalista, haviam ensinado aos trabalhadores a não sentirem vergonha de serem violentos. A luta de classes tinha o mesmo valor moral que a guerra entre nações. Incluindo alguns atos criminais que eram justos se fossem claras expressões da luta de classes. O sindicalismo, como ordem revolucionária, estava impulso por uma moral. Surgia da revolução uma nova escola de valores, que daria lugar à perfeição do maquinismo e a melhoria na produção. A organização da sociedade sindicalista seria determinada pelas necessidades da produção; o sindicalismo seria uma 'sociedade de produtores'. A técnica da nova ordem seria uma 'sociedade de heróis', heróis da produção."

Traduzido por A White International, do livreto "Las Raices del Fascismo Italiano: Sorel y el Sorelismo", escrito e editado pela Alternativa Europea. Ano ?

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